Avião é aquisição inédita e
rendeu operação de guerra
para o transporte
O avião que virou notícia nacional durante o transporte do aeroporto Salgado Filho para a cidade de Panambi, chegou na última semana a seu destino, sem o registro de nennhuma intercorrência no trajeto. Steindorff conta que era uma ideia antiga, com a intenção de fazer no interior do avião uma sala de exibição de documentários ou um restaurante. “Quando apareceu o negócio para o Boieng 737 não tive dúvidas, queria muito algo diferente. A intenção é de fazer na metade do avião uma sala de exibição e no restante a parte do museu para as coisas miúdas que já se acumulam no escritório”, revela. Toda a logística para o transporte do avião durou mais de trinta dias. O empresário conta que os riscos eram muitos e que em alguns pontos de Porto Alegre a energia precisou ser desligada e os fios de telefone cortados. “O trecho mais penoso foi do aeroporto até Canoas, quando se precisou andar cerca de cinco quilômetros na contramão e murchar os pneus da carreta para passar nos viadutos, mas no final deu tudo certo”. O avião está sendo montado no pátio do museu e dentro de menos de um ano deve estar em pleno funcionamento. O museu deverá ficar fechado até o final do ano para que sejam concluídas as montagens de todas as partes da aeronave, devido ao trânsito de guindastes e trabalhadores.
Fatos e surpresas aguardam
os visitantes do Museu

O Museu Militar Brasileiro foi organizado há pouco mais de um ano, mas conta com um acervo que vem sendo captado há mais de trinta anos. Sefferson Steindorff arrecada materiais de diferentes partes do mundo. São peças que foram doadas ao Exército e algumas até nem foram usadas. “Temos aqui um Gama Gold, que é o único do Brasil, ele foi usado como uma viatura de emergência para chegar ao pântano na guerra do Vietnã e em uma missão realizada na Guiana Francesa. O governo do Pará recebeu em doação, como não estava sendo usado, teve uma licitação e acabou aqui”. Além do Gama Gold, o museu conta com 75 viaturas, sendo oito carros de combate, que precisam de autorização especial das Forças Armadas para se comprar. Steindorff possui registro no órgão e a autorização especial para a compra.
Homenagem:
Ele teve a honra de participar da produção do DVD “O caminho dos Heróis”, que refez a trajetória de batalhas dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, encenando cada uma das batalhas. Foram 25 homens representando os 25 mil homens que lutaram. O DVD deve ser lançado em breve. Na oportunidade, Steindorff também participou das cerimônias de homenagem aos integrantes do 6º escalão, realizadas na Itália. “Foi uma grande experiência, uma emoção refazer o caminho de batalhas daqueles homens, foi um momento para entrar para a história”, revela. As fotos da façanha estão em um mural no Museu onde pode ser conferido o belo trabalho de produção que não poupou nos detalhes para recriar, o mais próximo possível, o ambiente daquela época.

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